Viagem de Bike Aparecida (SP) a Brasília (DF). Verão 2016

 

VIAGEM DE BIKE 

APARECIDA (SP) A BRASÍLIA (DF). VERÃO 2016

ATUALIZADO EM 2025

Santuário Nacional de Aparecida. Foto: Fernando Mendes.

APARECIDA (SP) A BRASÍLIA (DF)

DIA

DATA

TRECHOS

KM/DIA

∑ (*)

DOM

10/01

Aparecida (SP) a Piquete (SP)

34 km

34 km

2ªf

11/01

Piquete (SP) a Itajubá (MG)

56 km

90 km

3 ªf

12/01

Itajubá (MG) a S. Rita do Sapucaí (MG)

43 km

133 km

4 ªf

13/01

S. Rita do Sapucaí (MG) a Ipuiuna (MG)

67 km

200 km

5 ªf

14/01

Ipuiuna (MG) a Poços de Caldas (MG)

70 km

270 km

6 ªf

15/01

Poços de Caldas (MG) a Casa Branca (SP)

86 km

356 km

SAB

16/01

Casa Branca (SP) a S. Rosa de Viterbo (SP)

60 km

416 km

DOM

17/01

S. Rosa de Viterbo (SP) a R. Preto (SP)

69 km

485 km

2 ªf

18/01

Ribeirão Preto (SP) a Uberaba (MG)

180 km

665 km

3 ªf

19/01

Uberaba (MG) a Uberlândia (MG)

105 km

770 km

4 ªf

20/01

Uberlândia (MG) a Catalão (GO)

109 km

879 km

5 ªf

21/01

Catalão (GO) a Sonho Verde (GO)

153 km

1.032 km

6 ªf

22/01

Sonho Verde (GO) a Brasília (DF)

166 km

1.198 km


 (*) 18ª letra do alfabeto grego, correspondente ao S latino e, na matemática, símbolo de soma ou somatório.

APARECIDA (SP) A BRASÍLIA (DF)

1.205 km

1º dia

10/01/2016

Aparecida (SP) a Piquete (SP)

34 km


Disponível em:<https://www.google.com.br/maps/>.
Acesso: 31/01/2016 (com adaptações).

Disponível em:<https://www.google.com.br/maps/>.
Acesso: 31/01/2016 (com adaptações).

Quando o Sol atingiu o Zênite, ingressei na Via Dutra, sentido Rio de Janeiro (Pista Norte), pedalando com a Mantiqueira no meu través oeste, vista ao fundo da paisagem.

Almocei no Graal Clube dos 500 e voltei à lida para cumprir os quilômetros que restavam até a saída 51 (que coincide com o km 51), onde está o acesso à BR - 459, que me levou às Terras Altas da Mantiqueira [outra vez], mas, desta feita, pedalando pela vertente oeste, em terras mineiras.

Os primeiros quilômetros pela BR - 459 foram percorridos em uma reta a perder de vista e a Mantiqueira, ao fundo, deu-me a exata noção da elevação contínua [19 km] para o dia seguinte.

Passei pelo acesso a Lorena (SP) e segui na proa de Piquete (SP), cidade na qual a rodovia inclina fortemente para cima. Parei para pernoite antes que a inclinação começasse. Pizza e cama.


Trecho entre Aparecida (SP) e Piquete (SP). 
Foto: Fernando Mendes.
Trecho entre Aparecida (SP) e Piquete (SP).
Foto: Fernando Mendes.
Trecho entre Aparecida (SP) e Piquete (SP). Ao fundo, a Mantiqueira. 
Foto: Fernando Mendes.

Trecho entre Aparecida (SP) e Piquete (SP).
Foto: Fernando Mendes.
Chegada a Piquete (SP).
Foto: Fernando Mendes.

2º dia

11/01/2016

Piquete (SP) a Itajubá (MG)

56 km


Disponível em:<https://www.google.com.br/maps/>.
Acesso: 31/01/2016 (com adaptações).

Disponível em:<https://www.google.com.br/maps/>.
Acesso: 31/01/2016 (com adaptações).

Lá fora, as nuvens estavam pesadas, barrigudas e escuras. Verifico a previsão do tempo via celular: chuva para o dia todo. Homessa (*).

(*) Antiga interjeição originada da junção de 'homem + essa' (no sentido de quem diz "homem! essa agora..."). Tem o mesmo sentido de 'ora essa!', indicando que a pessoa está espantada ou intrigada com algo de que teve notícia. Também é grafada da forma "hom'essa".

Disponível em:<https://www.dicionarioinformal.com.br/omessa/>.

Acesso: 31/01/2016.

Deixei a pacata Piquete (SP) (644 m) às 11h. Voltei à BR-459 para subir [sem trégua] até a divisa SP/MG. Encarei uma ascensão de 781 m em 19 quilômetros. Nada mal.

A rodovia serpenteia a Mantiqueira. Algumas curvas têm 180º e, quanto mais subia, mais chovia e mais bela ficava a paisagem, apesar da névoa que se formava por conta de tanta umidade. Foi o trecho mais belo pelo qual pedalei desde o início da viagem, em 30/12/2015.

Quando cheguei à divisa SP/MG, o GPS marcava 1.425 m de altitude. Parei num restaurante para almoçar. 

Na hora de partir, troquei a blusa ensopada por outra seca, com mangas compridas e vesti agasalho impermeável, o corta-vento, para encarar o restante da viagem. 

Ventava muito e chovia demais. O termômetro portátil marcava 16°C, mas a sensação térmica devia beirar os 11°C.

Daquele ponto em diante, depois de atingir 1.425 m de altitude, a rodovia [BR - 459] tem descenso de 30 quilômetros até a entrada para Itajubá (MG), onde cheguei às 17h. 

O casaco me aqueceu muito bem. Sentia-me um pardal [feliz] na chuva.

Itajubá significa pedra amarela em tupi.


BR - 459, subida da Serra da Mantiqueira rumo a Itajubá (MG). 
Foto: Fernando Mendes.
BR - 459, subida da Serra da Mantiqueira rumo a Itajubá (MG).
Foto: Fernando Mendes.

BR - 459, subida da Serra da Mantiqueira rumo a Itajubá (MG).
Foto: Fernando Mendes.
BR - 459, subida da Serra da Mantiqueira rumo a Itajubá (MG).
Foto: Fernando Mendes.
BR - 459, subida da Serra da Mantiqueira rumo a Itajubá (MG).
Foto: Fernando Mendes.
BR - 459, subida da Serra da Mantiqueira rumo a Itajubá (MG).
Foto: Fernando Mendes.
BR - 459, subida da Serra da Mantiqueira rumo a Itajubá (MG).
Foto: Fernando Mendes.

BR - 459, subida da Serra da Mantiqueira rumo a Itajubá (MG).
Foto: Fernando Mendes.

BR - 459, subida da Serra da Mantiqueira rumo a Itajubá (MG).
Foto: Fernando Mendes.
BR - 459, subida da Serra da Mantiqueira rumo a Itajubá (MG).
  
Foto: Fernando Mendes.
BR - 459, subida da Serra da Mantiqueira rumo a Itajubá (MG).
Foto: Fernando Mendes.

BR - 459, subida da Serra da Mantiqueira rumo a Itajubá (MG).
Foto: Fernando Mendes.

Chegada a Itajubá (MG). Fernando Mendes.
 Itajubá (MG). Fernando Mendes.
 Itajubá (MG). Fernando Mendes.
 Itajubá (MG). Fernando Mendes.
 Itajubá (MG). Fernando Mendes.
 Itajubá (MG). Fernando Mendes.

3º dia

12/01/2016

Itajubá (MG) a Santa Rita do Sapucaí (MG)

43 km

 
Disponível em:<https://www.google.com.br/maps/>.
Acesso: 31/01/2016 (com adaptações).
Disponível em:<https://www.google.com.br/maps/>.
Acesso: 31/01/2016 (com adaptações).

Poucos quilômetros naquele dia 12/01/2016 para muita chuva. Às 12h parti após delicioso almoço no Restaurante Casa Grande. 

Ingressei na BR-459 e tomei a proa de Piranguinho (MG), nove quilômetros à frente. Trecho plano e acostamento da melhor qualidade.

Ao chegar à Capital Nacional do Pé de Moleque, parei num quiosque à beira da estrada para saborear a iguaria do local, acompanhada de delicioso café expresso. Foi quando desabou um dilúvio, que me acompanhou por 34 quilômetros até a entrada de Santa Rita do Sapucaí (MG).

Cheguei ao Vale da Eletrônica às 16h. Fui conhecer a Igreja local. Muito bela. Enquanto fotografava o templo por fora, fui abordado pelo Washington, DJ da Rádio local (104,9 MHz). Ele pediu permissão para me entrevistar. E assim foi feito. Falei acerca da empreitada, onde começou, onde terminará e outras coisas a mais sobre viajar de bike.

Foi um dia de poucas fotos em virtude de muita chuva. Uma chuva para lavar a alma. Se porventura sobraram ranços de 2015, foram-se.


BR - 459, entre Itajubá (MG) e Santa Rita do Sapucaí (MG). 
Foto: Fernando Mendes.
BR - 459, entre Itajubá (MG) e Santa Rita do Sapucaí (MG).
Foto:
Fernando Mendes.

BR - 459, entre Itajubá (MG) e Santa Rita do Sapucaí (MG).
Foto:
Fernando Mendes.

BR - 459, entre Itajubá (MG) e Santa Rita do Sapucaí (MG).
Foto:
Fernando Mendes.

Santa Rita do Sapucaí (MG). Igreja Matriz de Santa Rita.
Foto: Fernando Mendes.
Igreja Matriz de Santa Rita do Sapucaí (MG).
Foto: Fernando Mendes.


4º dia

13/01/2016

Santa Rita do Sapucaí (MG) a Ipuiúna (MG)

67 km


Disponível em:<https://www.google.com.br/maps/>.
Acesso: 31/01/2016 (com adaptações).
Disponível em:<https://www.google.com.br/maps/>.
Acesso: 31/01/2016 (com adaptações).

Deixei Santa Rita do Sapucaí (MG) por volta das 10h 30. O mormaço maçaricava a pele. Os primeiros 22 quilômetros até Pouso Alegre (MG) foram plácidos. Pedalei num vale cercado pela Mantiqueira. A Rodovia [BR 459] está um tapete e o acostamento também.

Às 12h almocei em Pouso Alegre (MG), no Restaurante Fernandão, às margens da Rodovia Fernão Dias (BR-381).

No retorno à lida do pedal, a chuva me deu as boas-vindas do dia. Começou em forma de garoa paulistana, mas logo engrossou e deu o tom para o resto do dia. Quando cheguei a Congonhal (MG), estava ensopado. Felizmente não sou de açúcar.

Após atravessar o perímetro urbano de Congonhal (MG), a rodovia corta um vale muito extenso, com gado pastando de ambos os lados da estrada.

Muito verde e belas fazendas leiteiras. À medida que avançava, a Serra do Cervo, subgrupo da Mantiqueira, se engrandecia à minha frente.

Passada a Ponte sobre o Rio Cervo, a chuva engrossou. Uma placa indicou "trecho de serra nos próximos 12 quilômetros", com faixa adicional para veículos lentos [e aí eu me incluí].

Quando a subida começou, consultei o GPS de pulso. Estava na cota 853 m.

O traçado da estrada foi ficando íngreme, com curvas de 180º e aquele serpentear clássico de trechos sinuosos. Quando atingi a cota 1.266 m, parei no Mirante da Pedra. Trata-se de um enorme penedo no meio do caminho, com escada de metal para que a vista lá do alto seja contemplada. Algumas fotos e segui.

Mais subidas pela proa até atingir a cota 1.324 m. Naquele ponto, a faixa adicional acabou e veio uma descida animal de dois quilômetros até chegar ao acesso à cidade de Ipuiúna (MG), a terra da batata.

Sentia os ossos molhados. Hospedei-me num excelente Hotel Fazenda.

A baixa do dia ficou por conta de duas trocas de câmaras de ar furadas, mas nada que me tirasse o bom humor.


Pouso Alegre (MG). BR - 381 (Rodovia Fernão Dias).
Foto: Fernando Mendes.
BR - 459 entre Santa Rita do Sapucaí (MG) e Ipuiúna (MG).
Foto: Fernando Mendes.

BR - 459 entre Santa Rita do Sapucaí (MG) e Ipuiúna (MG).
Foto: Fernando Mendes.
BR - 459 entre Santa Rita do Sapucaí (MG) e Ipuiúna (MG).
Foto: Fernando Mendes.
BR - 459 entre Santa Rita do Sapucaí (MG) e Ipuiúna (MG).
Foto: Fernando Mendes.
BR - 459 entre Santa Rita do Sapucaí (MG) e Ipuiúna (MG).
Foto: Fernando Mendes.
BR - 459 entre Santa Rita do Sapucaí (MG) e Ipuiúna (MG).
Foto: Fernando Mendes.
BR - 459 entre Santa Rita do Sapucaí (MG) e Ipuiúna (MG).
Foto: Fernando Mendes.
BR - 459 entre Santa Rita do Sapucaí (MG) e Ipuiúna (MG).
Foto: Fernando Mendes.
BR - 459 entre Santa Rita do Sapucaí (MG) e Ipuiúna (MG).
Foto: Fernando Mendes.

5º dia

14/01/2016

Ipuiúna (MG) a Poços de Caldas (MG)

70 km


Disponível em:<https://www.google.com.br/maps/>.
Acesso: 31/01/2016 (com adaptações).
Disponível em:<https://www.google.com.br/maps/>.
Acesso: 31/01/2016 (com adaptações).

Parti de Ipuiúna (MG) após o almoço. Eram 13h. Chovia moderadamente. Assim que engrenei nas pedaladas, a chuva veio para não me deixar sozinho.

Os primeiros 21 quilômetros foram fáceis, com trechos planos intervalados por curvas bem abertas. As formações da Mantiqueira mostravam seus contornos mais rugosos e um brilho de chuva. Estava coberta por nuvens baixas, que pareciam lambê-la. O gado e a passarada estavam felizes com tanta água caindo.

No 22º quilômetro veio o aviso: "aclive acentuado nos próximos seis quilômetros". Um morrinho com 200 m de ascensão para quebrar a monotonia. No topo, a 1.291 m, outra placa indicava declive acentuado de dois quilômetros à frente.

Cheguei ao trevo de Caldas (MG). Parei para degustar deliciosos pastéis caseiros e fotografar os gatinhos do estabelecimento. A senhora que me serviu avisou-me: "antes de Poços de Caldas, ocê vai subir mais um morrim". Não tive outra opção, uma vez que esse "morrim" estava no meu caminho.

E tome subida, justamente quando a chuva caiu com a força, como se uma imensa tampa fosse aberta, deixando enorme volume de água a cair sobre mim. E veio acompanhada de forte vento lateral.

Às 17h 45, o dia havia virado noite. Quanto mais subia, mais as nuvens baixas, repletas de umidade, encobriam o caminho.

Finalmente, às 18h 03, com 22°C, cheguei a Poços de Caldas (MG), última cidade mineira do trajeto.


BR - 459 entre Ipuiuna (MG) e Poços de Caldas (MG). 
Foto: Fernando Mendes.
BR - 459 entre Ipuiuna (MG) e Poços de Caldas (MG). 
Foto: Fernando Mendes.
BR - 459 entre Ipuiuna (MG) e Poços de Caldas (MG). 
Foto: Fernando Mendes.
BR - 459 entre Ipuiuna (MG) e Poços de Caldas (MG). 
Foto: Fernando Mendes.
BR - 459 entre Ipuiuna (MG) e Poços de Caldas (MG). 
Foto: Fernando Mendes.
Foto: Fernando Mendes.
BR - 459 entre Ipuiuna (MG) e Poços de Caldas (MG). 
Foto: Fernando Mendes.
Foto: Fernando Mendes.

6º dia

15/01/2016

Poços de Caldas (MG) a Casa Branca (SP)

86 km


Disponível em:<https://www.google.com.br/maps/>.
Acesso: 31/01/2016 (com adaptações).
Disponível em:<https://www.google.com.br/maps/>.
Acesso: 31/01/2016 (com adaptações).

Choveu à larga até o amanhecer. Depois de farto café da manhã no Hotel Joia, preferi partir a ficar. 

Às 11h deixei Poços de Caldas (MG) sob chuva moderada. Mas quando o perímetro urbano cedeu lugar à Rodovia BR- 267, o aguaceiro caiu com vontade; pingos grossos e vento com rajadas laterais. 

Às 13h cheguei à divisa MG/SP. Mudou o estado, mudou a qualidade [para melhor] da estrada. Rodovia SP-342, sob concessão e duplicada. 

Parei para experienciar delicioso almoço. Tirei a blusa ensopada, coloquei uma seca e vesti casaco corta-vento. 

Daquele ponto em diante, começou a descida [14 km] de uma serra que me levou à cidade de Águas da Prata (SP). Não suportaria tal descida sem casaco. Fazia frio e a bátega era intensa. 

Em Águas da Prata (SP), parada para bebericar delicioso café expresso, comer uma barra doce de leite e seguir. Terminada a merenda, avante! 

Passei por São João da Boa Vista (SP) e tomei a proa de Vargem Grande do Sul (SP). A chuva não dava trégua.

Naquele trecho, a bátega ficou mais intensa, igual quando estamos dentro de um automóvel e o limpador do para-brisa não dá conta de tanta água. Às 16h, anoiteceu. E o dilúvio, inclemente. 

Em Vargem Grande do Sul (SP) parei num posto BR. Um senhor ofereceu me levar de caminhonete até Casa Branca (SP). Agradeci e disse que "o meu objetivo era pedalar". 

Às 18h 30, Casa Branca (SP) foi alcançada. Desde o início da jornada, em 30/12/2015, não pegava uma bátega tão intensa e tão duradoura. Choveu, sem tréguas, de Poços de Caldas (MG) a Casa Branca (SP). 

Foram 86 quilômetros percorridos em 9 horas, com carga d'água ininterrupta. 


BR - 459 entre Poços de Caldas (MG) e a divisa MG/SP. 
Foto: Fernando Mendes.
BR - 459 entre Poços de Caldas (MG) e a divisa MG/SP.
Foto: Fernando Mendes.

Portal de Poços de Caldas (MG).
Foto: Fernando Mendes.

Divisa MG/SP.
Foto: Fernando Mendes.
Trecho entre Poços de Caldas (MG) e Águas da Prata (SP).
Foto:
Fernando Mendes.

Estação Ferroviária de Águas da Prata (SP).
Foto: Fernando Mendes.

Águas da Prata (SP).
Foto: Fernando Mendes.
Chegada a Casa Branca (SP). Foto: Fernando Mendes.

7º dia

16/01/2016

Casa Branca (SP) a Santa Rosa de Viterbo (SP)

60 km


Disponível em:<https://www.google.com.br/maps/>.
Acesso: 31/01/2016 (com adaptações).

Disponível em:<https://www.google.com.br/maps/>.
Acesso: 31/01/2016 (com adaptações).

Foi um pedal seco [alvíssaras] e silencioso, com 70 quilômetros. Seco porque a chuva não deu as caras e silencioso por conta da estrada pouco movimentada e com um trecho em leito natural, o mais belo do dia. 

Na saída de Casa Branca (SP), optei por um caminho alternativo, para fugir da movimentada rodovia estadual.

A estrada é flanqueada por eucaliptos que parecem atingir o céu. O tempo estava abafado, mas o sombreamento arrefeceu a temperatura. 

A oito quilômetros de Tambaú (SP), o asfalto cedeu lugar à terra. Passei por várias chácaras e sítios (não sei a diferença) em região na qual a passarada comanda os sons, junto com mugidos bovinos que vinham de todos os pontos cardeais.

Havia muita lama no caminho, resultado das chuvas de vários dias. Cheguei a Tambaú (SP) às 14h. Almocei no Restaurante Tarzan e fui rever as igrejas locais. 

Tambaú (SP) é a terra do Padre Donizetti, o Padre Cícero local. É também um lugar com muitas olarias. O tempo fechou na saída de Tambaú (SP), mas felizmente ficou na ameaça. 

Encarei os 35 quilômetros finais até Santa Rosa de Viterbo (SP) na SP-332, Rodovia Padre Donizetti. Somente as aves e a brisa prestavam atenção em mim, e não muita. 

Nenhum movimento de veículos. Estrada com asfalto novo e relevo suave. 

A partir de Casa Branca (SP), a Mantiqueira ficou para trás. 

Passei a pedalar numa região de transição entre a Serra [da Mantiqueira] e o Planalto Meridional, onde está localizada Ribeirão Preto (SP), a Califórnia Brasileira.

Ouvi, na hora do almoço, uma canção, na voz de Sérgio Reis, que tem tudo a ver com viagens [iguais às minhas]: "se o Sol vem saindo eu já vou partindo e quando anoitece estou noutro lugar".


Casa Branca (SP). Foto: Fernando Mendes.
Casa Branca (SP). Foto: Fernando Mendes.
 Igreja Matriz de Nossa Senhora das Dores em Casa Branca (SP). 
Foto: Fernando Mendes.

Ligação alternativa entre Casa Branca (SP) e Tambaú (SP). 
Foto: Fernando Mendes.
Ligação alternativa entre Casa Branca (SP) e Tambaú (SP). 
Foto: Fernando Mendes.
Tambaú (SP). Santuário Nossa Senhora Aparecida.
Foto: Fernando Mendes.

Igreja de Santo Antônio. Tambaú (SP).
Foto: Fernando Mendes.

Olaria em Tambaú (SP). Foto: Fernando Mendes.
Rodovia SP - 332 na ligação Tambaú (SP) a Santa Rosa de Viterbo (SP). 
Foto: Fernando Mendes.

Mascote da Pousada Malim, em Santa. Rosa de Viterbo (SP). 
Foto: Fernando Mendes.

8º dia

17/01/2016

Santa Rosa de Viterbo (SP) a Ribeirão Preto (SP)

69 km


Disponível em:<https://www.google.com.br/maps/>.
Acesso: 31/01/2016 (com adaptações).
Disponível em:<https://www.google.com.br/maps/>.
Acesso: 31/01/2016 (com adaptações).

Dancei no café da manhã do hotel. Acordei após às 10h. Pulei essa parte. Arrumei meus haveres e fui à Praça Central fotografar a Matriz de Santa Rosa de Viterbo (SP). Pena estar fechada.

Antes de deixar a pacata Santa Rosa (SP), parada para almoço e, pontualmente ao meio-dia, bike, pedal, estrada. Sempre nessa ordem.

A primeira cidade pela qual passei foi (*) São Simão (SP), 18 quilômetros à frente de Santa Rosa de Viterbo (SP). Céu cheio de Sol e, por extensão, muito calor.

(*) São Simão (SP) é a cidades dos três gês (plural da letra G). 

Em 1917, a cidade foi vítima de Geado, Gafanhotos e Gripe Espanhola.

(Nota do Autor). 

Cinco quilômetros após São Simão (SP), a Rodovia SP - 253 dá acesso à Via Anhanguera, SP-330. Eram 14h 30.

Parei num posto lotado de ônibus piratas. Perguntei a uma das passageiras: "esse ônibus vai aonde"? "Juazeiro do Norte (CE), moço". "Agente vamos chegar (sic) lá na terça-feira". Que coragem. Encarar uma viagem de três dias num ônibus sem a menor condição. Talvez para economizar R$ 50,00 em relação aos ônibus não piratas. A vida é feita de escolhas. E minha viagem seguiu.

Daquele posto, "inundado" de ônibus piratas, a Ribeirão Preto (SP), foram 30 quilômetros. Passei por Cravinhos (SP) e, pouco depois, a partir de uma forte descida, foi possível ver Ribeirão Preto (SP), lá embaixo, dentro de um buraco, à semelhança de uma maquete.

Isso explica o porquê de a cidade ser tão quente e abafada. Por esses motivos [calor e abafamento], optei por hospedagem no Hotel Bandeirantes, homônimo da Churrascaria e que fica às margens da Anhanguera [km 303]. Desnecessário entrar em área tão densamente povoada à procura de hospedagem.

Ganhei tempo [no dia seguinte] na hora de zarpar rumo a Uberaba (MG), 180 quilômetros à frente de Ribeirão Preto (SP).

A Via Anhanguera ou Rodovia SP-330 não tem esse número [330] fruto de uma escolha aleatória. Na bússola, o rumo [ou proa] 330 indica a direção quase NORTE.

Se olharmos no mapa, a SP-330 sai de SP Capital e segue sempre na proa norte, até a divisa com Minas Gerais, na Ponte sobre o Rio Grande. Ou seja, depois que ingressei na Via Anhanguera, minha direção geral foi sempre o Norte, até alcançar minha casa, em Brasília (DF).

Isso significou que assisti, até Brasília (DF), ao ocaso (pôr do Sol) sempre à minha esquerda [no Oeste] e o orto solar (nascer do Sol), à direita [no Leste].

Naquele 17/01/2016 foram completados 1.000 quilômetros desde o início da viagem em 30/12/2015, quando zarpei de Aparecida (SP) para um passeio de 534 quilômetros pelas Terras Altas da Mantiqueira.

Fazia uma semana que havia partido de Aparecida [pela 2ª vez], tendo por objetivo chegar a Brasília (DF). Faltavam 710 quilômetros.


Matriz de Santa Rosa de Viterbo, a principal igreja católica da cidade. 
Foto: Fernando Mendes.
Matriz de Santa Rosa de Viterbo, a principal igreja católica da cidade. 
Foto: Fernando Mendes.
São Simão (SP).
Foto: Fernando Mendes.

Rodovia SP - 330 Via Anhanguera.
Foto: Fernando Mendes.
Rodovia SP - 330 Via Anhanguera.
Foto: Fernando Mendes.

Rodovia SP - 330 Via Anhanguera.
Foto: Fernando Mendes.

Rodovia SP - 330 Via Anhanguera.
Foto: Fernando Mendes.

Rodovia SP - 330 Via Anhanguera.
Chegada a Ribeirão Preto (SP).
Foto: Fernando Mendes.

9º dia

18/01/2016

Ribeirão Preto (SP) a Uberaba (MG)

180 km


Disponível em:<https://www.google.com.br/maps/>.
Acesso: 31/01/2016 (com adaptações).
Disponível em:<https://www.google.com.br/maps/>.
Acesso: 31/01/2016 (com adaptações).

Deixei Ribeirão Preto (SP) às 8h 10 sob um céu azul-ferrete e com nuvens de brancura láctea, que formavam desenhos desconexos.

Acordei cedo, saí cedo, pois o trecho foi puxado. Além de longo [180 km], muitas subidas, embora de pequena inclinação, todavia extensas.

Com uma hora e meia de pedal, atravessei a Ponte sobre o Rio Pardo, que separa o município de Ribeirão Preto (SP) de Jardinópolis (SP).

Logo em seguida, paralela à Anhanguera (SP-330), passei pela magnífica Ponte Ferroviária da FCA (Ferrovia Centro Atlântica). Um colosso.

Às 12h atravessei o perímetro urbano de Orlândia (SP) e às 13h parei em São Joaquim da Barra (SP) para almoçar.

A partir de São Joaquim da Barra (SP), o bicho pegou. O calor era intenso e o consumo de água idem. E tome protetor solar.

Por volta das 16h, não suportando tanta quentura, parei num posto e tomei banho, com roupa mesmo. Com as vestimentas ensopadas, o corpo agradeceu.

Às 18h 01, cheguei à Ponte sobre o Rio Grande, que separa SP de MG. Nos arredores caia uma chuva isolada.

Depois da ponte veio o trecho mais difícil do dia: os 30 quilômetros finais até Uberaba (MG), em trecho que se assemelha às corcovas dos camelos. Foi a prova de fogo daquele dia.

Às 20h 10, avistei o letreiro com a inconfundível logomarca da Rede Graal, em Uberaba (MG). Brasília (DF) a 530 quilômetros.


Trecho entre Ribeirão Preto (SP) e Uberaba (MG).
Foto: Fernando Mendes.

Trecho entre Ribeirão Preto (SP) e Uberaba (MG).
Ponte Ferroviária em Jardinópolis (SP). Foto: Fernando Mendes.
Trecho entre Ribeirão Preto (SP) e Uberaba (MG).
Divisa SP/MG. Foto: Fernando Mendes.
Trecho entre Ribeirão Preto (SP) e Uberaba (MG).
Divisa SP/MG. Foto: Fernando Mendes.

Trecho entre Ribeirão Preto (SP) e Uberaba (MG).
Divisa SP/MG. Foto: Fernando Mendes.
Trecho entre Ribeirão Preto (SP) e Uberaba (MG).
Divisa SP/MG. Foto: Fernando Mendes.
Rio Grande. Divisa SP/MG. Foto: Fernando Mendes.

10º dia

19/01/2016

Uberaba (MG) a Uberlândia (MG)

105 km


Disponível em:<https://www.google.com.br/maps/>. 
Acesso: 31/01/2016 (com adaptações).

Disponível em:<https://www.google.com.br/maps/>.
Acesso: 31/01/2016 (com adaptações).

Diferentemente do que muitos dizem, pensam ou entendem, o Triângulo Mineiro NÃO é formado somente pelos municípios de Araguari, de Uberlândia e de Uberaba.

O Triângulo Mineiro é uma das dez regiões de planejamento ou Macrorregiões do Estado de Minas Gerais e é constituído por 35 municípios, conforme tabela e mapa que se seguem, respectivamente.


OS 35 MUNICÍPIOS DO TRIÂNGULO MINEIRO - 53.719 KM²

MUNICÍPIOS

POPULAÇÃO

MUNICÍPIOS

POPULAÇÃO

Água Comprida

2.093

Ituiutaba

92.727

Araguari

106.403

Iturama

31.495

Araporã

6.113

Limeira do Oeste

6.492

Cachoeira Dourada

2.470

Monte Alegre de Minas

18.348

Campina Verde

18.680

Pirajuba

3.694

Campo Florido

6.570

Planura

10.289

Canápolis

11.313

Prata

25.511

Capinópolis

15.302

Santa Vitória

15.492

Carneirinho

8.859

São Francisco de Sales

5.167

Cascalho Rico

2.799

Tupaciguara

23.076

Centralina

10.219

Uberaba

287.760

Comendador Gomes

3.087

Uberlândia

608.369

C. das Alagoas

20.426

União de Minas

4.593

Conquista

6.580

Veríssimo

3.667

Delta

6.600

Total (35)

1.460.591

Fronteira

13.983

Disponível em:< www.triangulomineiro.com>.

Acesso: 31/01/2016.

Frutal

51.766

Gurinhatã

6.194

Indianópolis

6.244

Ipiaçu

4.191

Itapagipe

14.019

 
Disponível em:<www.researchgate.net/figure/Figura-1-Municipios-da-Mesorregiao-do-Triangulo-Mineiro_277030819>. Acesso: 31/01/2016 (com adaptações).

De Uberaba (MG) a Uberlândia (MG) [105 quilômetros], etapa percorrida em 2 dos 35 municípios de Triângulo Mineiro, a viagem foi feita em área muito deserta, com poucos pontos de apoio e muitas plantações de soja, milho e gado perambulando pelos pastos a mastigar capim. Existem diversas veredas (*) a embelezar o trajeto.

(*) Vereda é um tipo de formação vegetal do Cerrado que ocorre nas florestas-galeria. Caracterizada pelos solos hidromórficos (solos que, em condições naturais, se encontram saturados por água), podem apresentar buritis (da família das palmáceas), em meio a agrupamentos de espécies arbustivo-herbáceas e são seguidas pelos campestres.

No cerrado brasileiro são denominados campo limpo, caracterizados por uma topografia amena e úmida, mantendo parte da umidade em estratos de solo superficial e garantindo a umidade mesmo em períodos de seca, tornando-se um refúgio da fauna e flora, assim como local de abastecimento hídrico para os animais [e ciclistas] 

Recebem este nome por serem caminho para a fauna hidratar-se. 

Comumente encontradas nos Estado de Minas Gerais, Bahia e na Região Centro-Oeste.

Disponível em: <https://www.agencia.cnptia.embrapa.br/Agencia16/AG01/arvore/AG01_65_911200585234.html> Acesso: 31/01/2016 (com adaptações).

vereda [s.d] foto color. Disponível em:<https://www.iguiecologia.com/veredas-o-oasis-do-cerrado/>.Acesso:31/01/2016.

Às 10h fui despertado com o barulho [e que barulho!] da chuva castigando as costas quadradas do aparelho de ar-condicionado. Teria um dia bastante molhado.

Mas quando deixei Uberaba (MG), às 12h, após farto almoço, a chuva deu a vez a um mormaço que maçaricava a pele.

O trecho Uberaba (MG) a Uberlândia (MG) assemelha-se a uma montanha russa: subidas fortes e descidas acentuadas. Raras são as partes planas.

Às 13h 30, parada para hidratação no Posto Caxuxa I, 22 quilômetros após Uberaba (MG).

Nova substituição no jogo do tempo meteorológico: as nuvens se foram e o mormaço cedeu lugar ao Sol. O termômetro do GPS assinalava 36°C.

Quando voltei à estrada e ao pedal, o calor era digno de uma sucursal do inferno. Meia hora depois, o tempo fechou e caiu uma chuva de verão, rápida, como um piscar de olhos.

A quentura desprendida do asfalto aumentou a sensação de abafamento.

Após o Caxuxa I, pedalei parcos 14 quilômetros e parada para banho no Posto Tejuco. O calor estava abrasador. Banhei vestido. Assim, na volta à estrada e ao pedal, com as roupas encharcadas, a sensação é deveras refrescante, mas por pouco tempo.

No Posto Caxuxa II, 57 quilômetros antes de Uberlândia (MG), açaí na tigela (700 ml). Era energia que faltava. Sentia-me preparado e hidratado e alimentado para encarar 40 quilômetros até o Posto Décio Buriti, nos arredores de Uberlândia (MG), a 17 quilômetros do Hotel Carlton, na área central da cidade.

Quando entrei no Posto Décio Buriti, pneu traseiro furado. Respirei, entrei no estabelecimento, saboreei uma chávena de Café Expresso, precedida por 1/2 litro de água mineral, retornei à área externa do posto, substituí a câmara furada e, aproveitando que estava com a "mão na massa", executei o rodízio dos pneus, enquanto o Sol escorria mansamente para o horizonte, à minha esquerda (oeste), e a Lua Crescente - símbolo das bandeiras de muitos países muçulmanos - se mostrava entre nuvens, à minha direita (leste).

 E assim aconteceu a minha chegada a Uberlândia (MG), às 18h.


Rodovia BR - 050, trecho entre Uberaba (MG) e Uberlândia (MG). 
Foto: Fernando Mendes.
Rodovia BR - 050, trecho entre Uberaba (MG) e Uberlândia (MG). 
Foto: Fernando Mendes.
Rodovia BR - 050, trecho entre Uberaba (MG) e Uberlândia (MG). 
Foto: Fernando Mendes.

Posto Décio em Uberlândia (MG).
Foto: Fernando Mendes.

11º dia

20/01/2016

Uberlândia (MG) a Catalão (GO)

109 km


Disponível em:<https://www.google.com.br/maps/>.
Acesso: 31/01/2016 (com adaptações).

Disponível em:<https://www.google.com.br/maps/>.
Acesso: 31/01/2016 (com adaptações).

Uberlândia (MG) é o 2º município de Minas Gerais em população absoluta. Foram recenseados 761.835 habitantes [IBGE em 2025]. O 3º é Contagem, localizado na RMBH, com 651.718 habitantes (IBGE 2025).

Eram 10h 30 quando comecei a arriscada aventura daquele 22º dia de viagem: atravessar o perímetro urbano de Uberlândia (MG). Muito movimento, pouco espaço para a bike

Mas quando deixei para trás aquele trecho tenso, retornei à BR - 050 na proa de Araguari (MG), 30 quilômetros à frente.


ATUALIZAÇÃO

Na travessia do perímetro urbano de Uberlândia (MG), o trecho descrito como "tenso e perigoso" pode ser evitado utilizando o Anel Rodoviário Ayrton Senna, com 25 quilômetros de extensão, passando ao largo da área central de Uberlândia (MG), que tem trânsito pesado, cascudo e trincheiras sem guarda-corpo para ciclistas e caminhantes

Uma descida de 10 quilômetros me levou à ponte sobre o Rio Araguari, divisor natural dos municípios de Uberlândia (MG) e Araguari (MG).

Parei para algumas fotos - destaque para a Estação Ferroviária de Stevenson -, aquela que, um dia, foi a mais charmosa do Triângulo Mineiro.

Encarei uma subida de cinco quilômetros até o perímetro urbano de Araguari (MG). Parei para almoçar no Restaurante Paraná. R$ 13,00. Maravilha.

Quando voltei à bike e à estrada [BR-050], o calor estava no limite do suportável. Ao finalizar a descida da serra de Araguari, deixei a bike encostada no guarda mão da ponte sobre o Rio Jordão e tomei delicioso banho.

Quase meia hora a me deliciar nas águas daquele rio. De volta à lida, zerei uma subida honesta até o trevo de acesso a Monte Carmelo (MG) e Estrela do Sul (MG).

Às 16h, atingi a divisa MG/GO, parei no Restaurante do Baixinho para repor a água.

Pedalei os 34 quilômetros finais até Catalão (GO), com longas subidas.

Às 18h 12, cheguei ao Posto JK e "matei" 500 ml de açaí, o meu combustível em trechos difíceis, como daquele 20/01/2016, dia de São Sebastião, padroeiro da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Foram 109 quilômetros percorridos em 7 horas e meia. Deu para o gasto.


Trecho entre Uberlândia (MG) e Catalão (GO). 
Foto: Fernando Mendes.
Rio Araguari. 
Trecho entre Uberlândia (MG) e Catalão (GO). Foto: Fernando Mendes.

Trecho entre Uberlândia (MG) e Catalão (GO).
Estação ferroviária de Stevenson, monumento turístico localizado às margens da BR- 050, entre Uberlândia (MG) e Araguari (MG). Data de construção do prédio: 1927. Pertenceu à Cia. Mogiana de Estradas de Ferro, fundada em 1872.
Foto: Fernando Mendes.

Fonte: Companhia Mogiana de Estrada de Ferro - Histórias e Memórias.

Estação ferroviária de Stevenson, monumento turístico localizado às margens
da BR- 050, entre Uberlândia (MG) e Araguari (MG). 
Foto: Fernando Mendes.

A Árvore Solitária. Araguari (MG).
Trecho entre Uberlândia (MG) e Catalão (GO). Foto: Fernando Mendes.
Trecho entre Uberlândia (MG) e Catalão (GO).
Foto:
Fernando Mendes.

Trecho entre Uberlândia (MG) e Catalão (GO).
Foto: Fernando Mendes.
Ponte sobre o Rio Paranaíba. Divisa MG/GO.
Trecho entre Uberlândia (MG) e Catalão (GO). Foto: Fernando Mendes.


Ponte sobre o Rio Paranaíba. Divisa MG/GO após a duplicação.

Disponível em: < https://www.badiinho.com.br/com-finalizacao-das-obras-de-reforco-e-alargamento-ponte-wagner-estelita-campos-na-divisa-de-goias-com-minas-gerais-esta-com-dois-lados-liberados/>. Acesso: 02/02/82023.


Trecho entre Uberlândia (MG) e Catalão (GO).
Foto
:
Fernando Mendes.

12º dia

21/01/2016

Catalão (GO) ao Hotel Sonho Verde (GO)

153 km


Disponível em:<https://www.google.com.br/maps/>.
Acesso: 31/01/2016 (com adaptações).
Disponível em:<https://www.google.com.br/maps/>.
Acesso: 31/01/2016 (com adaptações).

Dia 21/01/2016, 223º aniversário do enforcamento do [último] rei francês, Luís XVI, na Praça da Concórdia, em Paris, França.

Após deixar Catalão (GO), as subidas me deram as boas vindas. Até o Posto Eldorado - 20 quilômetros à frente - subi mais do que desci. Almocei no Eldorado.

Cinco quilômetros adiante atravessei a pequena Pires Belo (GO) e pedalei sem parar até o Posto Paulistano. 

Daí adiante, a estrada atravessa um trecho plano, com 35 quilômetros de extensão. A média horária, muito baixa por conta das subidas desde a saída de Catalão (GO), aumentou, dando ritmo mais veloz à viagem.

Por volta das 18h 30, quando passava pelo Posto Ponte Alta (*), nuvens de chuva vinham dos 4 pontos cardeais.

(*) Em 2022, o Posto Ponte Alta - km 149 da BR -050 - foi posto no rés do chão, sendo inaugurado, em 2023, o Posto Vereda Verde, deveras melhor em relação ao falecido.


Em Portugal: A forma preferencial e tradicional é com hífen: rés-do-chão.

No Brasil: Geralmente utiliza-se sem hífen: rés do chão.

Fonte: Acordo Ortográfico 1990.

Pedalei os 20 quilômetros finais com elas [as nuvens de chuva] no meu encalce. 

Ao chegar ao Hotel Sonho Verde - km 128 da BR - 050 -, o aguaceiro caiu como um rio vertical. 

Brasília (DF) a 166 quilômetros.


Pires Belo (GO). 
Foto: Fernando Mendes.
Trecho entre Catalão (GO) e Campo Alegre de Goiás (GO).
Foto: Fernando Mendes.
Trecho entre Catalão (GO) e Campo Alegre de Goiás (GO).
Foto: Fernando Mendes.
Ao fundo, o lago da Usina Hidrelétrica de Serra do Facão. Rio São Marcos. 
Foto: Fernando Mendes.
Trecho entre Catalão (GO) e Campo Alegre de Goiás (GO).
Foto: Fernando Mendes.
Ao fundo, o lago da Usina Hidrelétrica de Serra do Facão. Rio São Marcos. 
Foto: Fernando Mendes.
BR - 050, km 149. Ponte Alta. 
Foto: Fernando Mendes.

13º dia

22/01/2016

Hotel Sonho Verde (GO) a Brasília (DF)

166 km


Disponível em:<https://www.google.com.br/maps/>.
Acesso: 31/01/2016 (com adaptações).
Disponível em:<https://www.google.com.br/maps/>.
Acesso: 31/01/2016 (com adaptações).

Deixei o Hotel Sonho Verde, localizado no km 128 da BR-050, às 9h 20. Cheiro de chuva no ar. O dia prometia. Até Cristalina (GO), foram 32 quilômetros em subidas leves e longas, que se intervalaram com trechos planos.

Chegada a Cristalina (GO). 
Foto: Fernando Mendes.

Cheguei à cidade dos cristais às 11h 20. Parei no Posto Lamar para almoçar. E a chuva começou. Inicialmente fraca e logo engrossou. 

De nada adiantaria ficar parado esperando melhoras no tempo. As nuvens cor de chumbo e muito baixas não deixaram dúvidas: teria tempo ruim pela frente. Vesti casaco impermeável e segui na proa de Brasília (DF), 133 quilômetros à frente.

Passei pelo Posto JK, no meu través leste, ponto no qual se situa a maior altitude do dia: 1.250m. A partir daquele ponto, a estrada BR-050 fica sobreposta à BR - 040 e, assim, se mantem até Brasília (DF).  

Passei pela última praça de pedágio e pedalei forte, aproveitando o traçado em declive ininterrupto, por 28 quilômetros, até a Ponte sobre o Rio Furnas. Fiz esse trecho em uma hora. E a chuva castigando.

Parei na Pamonharia Acantus, degustei delicioso pão com linguiça. Após, pé na estrada. Era necessário não perder tempo. A caminho!

Logo à frente atravessei a ponte sobre o Rio São Bartolomeu que, naquele ponto, marca a divisa dos municípios de Cristalina (GO) e Luziânia (GO). E tome chuva. Veio um trecho duplicado da BR-040, que ainda não havia sido liberado ao tráfego. Reinei absoluto por uns 15 quilômetros.

Na serra chamada "Mané Preto", uma borda de chapada com quatro quilômetros de ascensão, a água descia com força pela calha lateral da estrada.


Trecho entre Cristalina (GO) e Brasília (DF).
Foto: Fernando Mendes.
Trecho entre Cristalina (GO) e Brasília (DF).
Foto: Fernando Mendes.
Trecho entre Cristalina (GO) e Brasília (DF).
Foto: Fernando Mendes.
Trecho entre Cristalina (GO) e Brasília (DF).
Foto: Fernando Mendes.

Cheguei a Luziânia (GO) por volta das 16h. E veio a parte mais perigosa do dia: atravessar os municípios goianos do Entorno do Distrito Federal, com trânsito frenético, pedestres desatentos caminhando pelo acostamento e muita, muita chuva. 

Às 18h passei pela divisa GO/DF. Daquele ponto à minha casa, foram exatos 38 quilômetros. E a chuva castigando. 

Quando entrei no Eixão Sul, o pior dos mundos. A cidade estava sob dilúvio bíblico. Tesourinhas alagadas, carros enguiçados e passagens de pedestres submersas. 

Apesar do caos, cheguei bem à porta da garagem do meu prédio, pouco antes das 20h. Sentia os ossos molhados. Mas cheguei bem. Obrigado aos que acompanharam, comentaram e deram força.

Foram 1.198 quilômetros percorridos em 13 dias, com média diária de 92 km/dia.

Não foi possível tirar mais fotos no último dia por conta das chuvas.

Obrigado pela leitura.

 

Brasília (DF), 31/01/2016.


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